Fatores de Risco Cardiovascular

 

Fatores de Risco Cardiovascular

 

São 4 os fatores conhecidos e analisados em um exame de sangue:

1º Homocisteína

2º Fibrinogênio

3º Proteína C Reativa

4º Lipoproteína A

 Quando se fala em risco cardiovascular todos temem o Colesterol alto, mas veremos que, na verdade, um dos fatores depende diretamente dos níveis de colesterol no sangue. Veremos que este fator é a Lipoproteína A.

 

Fatores de Risco

I – Homocisteína: É o que nós analisamos como fator hereditário, pois é um defeito na formação da Glutatione. Glutatione é um poderoso antioxidante formado dentro do nosso organismo.

Antioxidante é todo elemento que elimina os Radicais Livres e os radicais livres são formados quando as reações químicas no organismo não se processam adequadamente. Todas as reações no organismo devem levar à neutralidade. Quando após uma reação química simples sobra muita carga negativa, estas são chamadas de radicais livres. São substâncias muito reativas e agem como uma ferrugem dentro do organismo. Por isso são conhecidas como causadoras de doenças e fator que acelera o envelhecimento.

Pois bem; o organismo forma a Glutatione para combater os radicais livres, se neste processo o organismo tem falta de Vitamina B6, Vitamina B12 e/ ou Ácido Fólico, ao invés de formar Glutatione, forma-se a Homocisteína e comprovadamente, este fator acelera a oxidação no organismo, com posterior deposição de Colesterol oxidado nas coronárias.

Todo excesso de gordura que ingerimos pode fazer mal ao nosso organismo, mas podemos encontrar várias pessoas com o Colesterol alto e não estão comendo nada de gordura. De onde vem este colesterol, então? Ele foi produzido no fígado. Com que finalidade? Isto é que deve ser analisado e tratado. Não devemos simplesmente eliminar o Colesterol do sangue; devemos sim analisar todo o organismo, principalmente a cadeia hormonal.

Sabemos que Hipotireoidismo, deficiência da Glândula Suprarrenal, menopausa, andropausa e outras causas levam a um aumento do colesterol. Por que isto? Por ser o Colesterol a matéria prima para se formarem os hormônios esteroides e por haver queda no metabolismo com a deficiência hormonal. Isso é muito comum no Hipotireoidismo sub - clínico. Como o nome diz, não há ainda uma doença da tireoide, mas um funcionamento abaixo da normalidade. Este fato, por exemplo, é muito comum associar-se com o Colesterol alto no sangue. E este colesterol não abaixará de maneira nenhuma, mesmo com muita atividade física! É preciso tratar a causa, que pode levar a outras consequências.

 

II – Fibrinogênio: Este é um elemento que ajuda na cicatrização, quando temos algum corte, seja na pele ou interno, ele forma a “casquinha” da ferida. Então o Fibrinogênio alto no sangue significa sangue grosso e risco do sangue coagular nos vasos e levar a uma trombose. Este é o fator imediatamente antes de um Infarto Cardíaco.

É claro que nada acontece de uma hora para a outra, mas é um importante fator de risco. Como médico tradicional, usamos o Ácido Acetil Salicílico para “afinar” o sangue. Mas estudos mostram que ele ajuda apenas durante os seis primeiros meses. Depois o organismo “acostuma-se” com ele e perde esta capacidade.

O melhor elemento para termos uma boa fluidez do sangue é o Ômega 3, o famoso óleo de peixe. Ele é o Colesterol bom e age de uma forma natural e eficiente. Mas se o Colesterol estiver alto? Ele irá normalizar com o tempo. Tendo matéria prima em abundância e tratando a causa do colesterol alto, temos visto que o organismo tende naturalmente para normalidade.

 

III – Proteína C Reativa: Podemos afirmar que este é o fator mais grave. Descobriu-se que a aterosclerose é um processo inflamatório e que próximo a um episódio grave sempre está aumentado.

Mas não nos enganemos! Não é apenas uma alteração nas coronárias que alteram a Proteína C Reativa ultrassensível. Antes ela era dosada para detectar Reumatismo, inflamação nas articulações. Portanto se apenas este fator estiver alterado, é preciso analisar se a inflamação é articular ou cardíaca.

 

IV – Lipoproteína A: Este é o fator mais diretamente relacionado com o colesterol.

Lipoproteína A = LDL Colesterol + Radicais Livres.

Explicando melhor, é o Colesterol oxidado, que inicia o processo de aterosclerose, ao ser depositado nas coronárias. Entendamos: é como uma equação à 2 + 3 = 5. Se você tirar o 2, não somamos 5. Mas se tirarmos o 3 , também não teremos os 5.

Se dermos medicação para abaixar o Colesterol, estaremos evitando a aterosclerose. Mas se eliminarmos os Radicais Livres, também teremos o mesmo benefício.

Ocorre que o Colesterol é matéria prima para formar vários hormônios no organismo; mesmo o LDL – Colesterol que é o que se oxida. E não há medicamento que elimine apenas o LDL; ao se usar medicação poderemos matar o Colesterol ruim, mas também o bom. Estaremos matando a matéria prima que o organismo usa para fazer hormônios, membranas celulares, Vitamina D, sais biliares, etc... Isto explica porque muitos fazem dieta, tomam medicamentos e mesmo assim apresentam Colesterol alto. É o fígado produzindo esta matéria prima muito importante.

Você sabia que o seu fígado fabrica o Colesterol? Afirmo que sim. O fígado é assassino fabricando algo tão ruim? Se ele fabrica é porque tem um bom objetivo! E porque o fígado fabrica o Bom e o Ruim? Por falta de matéria prima. Se a cozinheira fizer o Bolo sem ovos ou sem leite ou sem fermento, este bolo não ficará tão bom como aquele em que ela tinha todos os elementos.

Assim ocorre com o nosso fígado; quando ele sintetiza o Colesterol, se falta por exemplo o Cromo ou algum aminoácido, ele não consegue sintetizar o HDL e acaba formando o LDL. Portanto, preferimos eliminar os Radicais Livres e repor nutrientes saudáveis para que o organismo tenha muito Colesterol bom  para produzir hormônios e outras substâncias benéficas ao nosso organismo.

 

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